Segundo a Procuradoria, o pedido da Suíça chegou em maio de 2010 e, ainda naquele mês, "tiveram início as oitivas dos investigados solicitadas pelas autoridades estrangeiras".
O caso Alstom liga a multinacional francesa a um escândalo de pagamento de propinas nos setores de energia e transportes públicos do governo de São Paulo desde o governo Fleury Filho (1991-1994) até 2003, pelo menos, de acordo com documentos e provas já amealhados pela promotoria e pela Polícia Federal.
Em 2010, no âmbito do caso Alstom, a Suíça enviou ao Brasil pedido de cooperação internacional entre o Ministério Público Federal em São Paulo e o Ministério Público da Confederação Helvética (MPC).
Na ocasião, o procurador da República Rodrigo de Grandis e promotores do Ministério Público Estadual a cumpriram o que a Suíça pediu, inclusive o depoimento do lobista Romeu Pinto Junior, suposto pagador de propinas da Alstom.
Romeu Pinto Junior afirmou que as propinas eram chamadas de "compromisso". O lobista, que se declarou aposentado, afirmou que os executivos franceses Pierre Chazot e Phillipe Jafre lhe ordenavam que entregasse "pacotes de dinheiro" a pessoas que desconhecia a identidade. Segundo ele, os pacotes eram levados por motoboys diretamente aos contemplados.

