BRASÍLIA (Reuters) -A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta segunda-feira para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma instalação da Polícia Federal em Brasília.
Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar, foi preso no sábado pela Polícia Federal após o ministro do STF Alexandre de Moraes ver risco de fuga do ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Votaram para manter a prisão de Bolsonaro, além de Moraes, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta ainda o voto da ministra Cármen Lúcia.
O julgamento ocorre em uma sessão virtual, modalidade em que os ministros apresentam seus votos remotamente, sem discussão pública. A sessão começou às 8h e vai até as 20h.
Ao decretar a prisão, Moraes citou uma violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente como um gravíssimo indício de tentativa de fuga, bem como uma vigília convocada por um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas imediações da casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar.
Em audiência de custódia na qual foi mantida sua prisão preventiva, Bolsonaro alegou que teria tido um surto decorrente de uso de medicamentos ao tentar violar o equipamento.
O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A defesa dele entrou com um pedido para que ele retorne para a prisão domiciliar.
Também nesta segunda-feira acaba o prazo para os advogados do ex-presidente entrarem com um segundo embargo contra a condenação por golpe de Estado -- recurso que contesta eventuais omissões da condenação imposta a Bolsonaro em setembro.
(Reportagem de Ricardo BritoTexto de Eduardo SimõesEdição de Pedro Fonseca)



