O Estado do Amazonas possui um enorme potencial mineral, como a segunda maior jazida de Potássio do mundo. São mais de 400 quilômetros de área a ser explorada, com capacidade para tornar o país autossuficiente na produção do potássio.
Informações como estas foram discutidas durante a audiência pública que ocorreu na tarde desta segunda-feira (23), no Plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Amazonas. O encontro foi realizado pela Comissão Especial da Câmara Federal, responsável pela promoção dos debates em torno do novo código mineral brasileiro, em fase de elaboração.
Na ocasião, os secretários estaduais de Geodiversidade e de Planejamento, Daniel Nava e Airton Claudino, respectivamente, juntamente com Sinésio Campos, entregaram a Carta do Amazonas, com diversas contribuições e reivindicações do estado para o novo código mineral.
De acordo com o deputado estadual Sinésio Campos, presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, e líder do Governo na Casa, o Amazonas tem muito a contribuir para as discussões que balizarão o Novo do Marco Regulatório.
“Nós lutamos para trazer essa audiência pública ao Amazonas, pois sabemos do potencial que o nosso Estado tem não só com o Potássio, mas com tantos outros minerais que estão debaixo do solo e que podem estimular a economia local, gerando alternativas de emprego na capital e nos municípios do interior”, reforçou o parlamentar.
Segundo o deputado federal Gabriel Guimarães, presidente da comissão, as audiências públicas nos estados com potencial minerador têm conseguido obter demandas locais específicas e tornarão a nova legislação mais democrática, contemplando as necessidades do setor em suas diferentes regiões.
“Todos os que participaram dessa audiência promovida pelo deputado Sinésio, em parceria com a nossa comissão, nos deram aqui grandes alternativas para o setor e propostas objetivas. Eu tenho certeza de que o relator Leonardo Quintão e toda a nossa comissão saberá buscar respostas com base nas propostas aqui apresentadas e o Estado do Amazonas, com a importância que tem para o setor mineral, será valorizado no contexto do Novo Marco Regulatório da Mineração”, enfatizou Guimarães.
Também participaram da audiência representantes do Ministério Público Federal, Federação Brasileira de Geólogos, Companhia de Pesquisa de Recursos Hídricos Minerais no Amazonas, Departamento Nacional de Produção Mineral, Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral, Comando Militar da Amazônia, Centro Acadêmico de Estudantes de Geologia e Federação das Indústrias do Estado do Amazonas.

