O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sinalizado a colegas da Corte e a interlocutores externos que não pretende recuar diante da crise provocada pela divulgação de seus contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A disposição de Moraes seria a de enfrentar a controvérsia no plenário e impor a primeira derrota a André Mendonça na relatoria do caso Master.
Segundo aliados de Moraes, existiria maioria na Corte para declarar a nulidade de atos praticados por Mendonça nas investigações. O placar, no entanto, ainda seria incerto: uma discussão no plenário físico, em sessão televisionada e com grande repercussão pública, poderia causar constrangimento a ministros mais sensíveis à opinião pública.
Mendonça, por sua vez, teria comunicado ao presidente do STF, Edson Fachin, que só deve liberar o caso para julgamento na próxima semana. Fachin foi procurado pelo colega no último domingo para tratar do relatório da Polícia Federal que relacionava Moraes a Vorcaro, e desde então tem conversado individualmente com outros ministros, ouvindo tanto críticas à atuação de Mendonça quanto ponderações sobre os fatos envolvendo Moraes.
O grupo mais próximo de Moraes sustenta que Mendonça teria extrapolado os limites de sua função jurisdicional ao atuar diretamente nas investigações do caso Master, citando paralelos com a atuação do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato. Fachin afirmou que tratará o caso com "seriedade, responsabilidade e firmeza".




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