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'Gostaríamos muito de ter Ciro na campanha', diz Gleisi sobre 2º turno

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse que o saldo das urnas no primeiro turno foi positivo e que o partido já traça estratégias para a próxima rodada eleitoral entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Um dos apoios cobiçados é o do ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (3), Gleisi afirmou ter conversado com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. "Falei que gostaríamos muito de ter o Ciro na nossa campanha, temos questões programáticas parecidas", disse.

Segundo a líder do PT, os pedetistas deverão realizar discussões esta semana e darão um retorno "rápido até quarta-feira [5]". Gleisi ainda disse que o resultado da votação foi "mais ou menos o esperado" e que "o recado das urnas foi de tirar Bolsonaro [...] O povo brasileiro queria trocar de Presidência e quer mudança".

"Já temos reunião hoje [3], amanhã [4] recomeçamos atividades. É importante frisar que fizemos embate contra a máquina pública", completou. A presidente nacional do PT falou que o partido procura, além de Ciro, apoio de Simone Tebet (MDB) e de Soraya Thronicke (União Brasil).

Na noite de domingo (2), após o fim da apuração, Ciro concedeu uma breve coletiva de imprensa e evitou se posicionar. "Quero dizer que estou profundamente preocupado com o que está acontecendo no Brasil, nunca vi uma situação tão complexa".

Sobre apoio no 2º turno, o pedetista afirmou ser necessário "falar com o partido" para "acharmos o melhor caminho para servir a nação brasileira". Ciro acabou a eleição em 4º lugar, com 3,06% dos votos, ou seja, pouco mais de 3,4 milhões de votos.

No sábado, véspera do primeiro turno das eleições, o candidato do PDT voltou a rechaçar qualquer chance de apoiar o PT em um eventual segundo turno. Nos dias anteriores, Ciro foi pressionado por políticos e ex-aliados a abandonar a candidatura em prol da vitória de Lula no 1º turno, mas negou essa possibilidade.

Durante a campanha, o ex-ministro do governo Lula mirou tanto o petista quanto o atual presidente, chegando a chamar os dois oponentes de fascistas em podcast no mês passado.

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