O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, negou pedido da defesa da ativista conservadora Sara Giromini, a Sara Winter, para impedir que o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, atue em um procedimento investigativo contra ela.
Fux manteve decisão já tomada pelo então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli.
Em maio, a polícia realizou buscas e apreensão na casa de Winter. Logo depois, a ativista fez críticas a Moraes em vídeo, o que motivou, de acordo com o UOL, denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Winter.
Em sua decisão, Toffoli considerou o § 2º do art. 144 do Código de Processo Civil, em que "é vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz".
Fux, agora, reafirmou a decisão anterior e invocou o art. 280 do Regimento Interno do Supremo, que estabelece que "o presidente mandará arquivar a petição, se manifesta a sua improcedência".
Winter foi presa em junho durante um inquérito que apura violações à Lei de Segurança Nacional, criada ainda na ditadura militar. Na ocasião, a PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu que ela seguia "organizando e captando recursos financeiros" para ações ilegais contra o STF e o Congresso. Ela acabou solta dias depois, quando passou a usar tornozeleira eletrônica.


