O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira, 20, que pretende entrar para a história "nem que seja como presidente de transição". O senador não explicou a que tipo de transição se referia. A declaração foi dada durante almoço com o governador e candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), em almoço na zona leste paulistana.
"Tarcísio entrou para a história como ministro da Infraestrutura do Bolsonaro e entrou para a história como governador de São Paulo. E eu pretendo entrar para a história, Tarcísio, nem que seja como presidente de transição. Porque esse Brasil precisa atravessar o mar revolto deste momento", declarou Flávio.
Ao justificar a fala, o candidato dirigiu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a eleição de uma bancada mais alinhada a ele no Senado. Segundo Flávio, o que faltou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi um Senado "mais forte".
"Você olha para o Supremo Tribunal Federal com nojo até, porque as coisas acontecem de uma forma impune e a gente não tem nenhuma expectativa de isso mudar, a não ser com um novo presidente da República e com senadores que compreendam que a gente precisa defender a nossa democracia com unhas e dentes", disse.
Flávio afirmou que pretende indicar ao STF ministros que sejam contrários ao aborto e à descriminalização das drogas. Ele também prometeu escolher nomes que, segundo suas palavras, respeitem a Constituição e não utilizem o cargo para perseguir adversários políticos.
"Já me comprometi, Ricardo, a indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, mas que respeitem a Constituição, que não usem a sua caneta para perseguir adversários políticos. Pessoas que sejam íntegras. Assim, a gente vai ter segurança jurídica neste País de uma vez por todas, por décadas", declarou.
O presidenciável também afirmou, sem apresentar elementos que sustentassem a acusação, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicaria quatro ministros ao Supremo para "perseguir a imprensa". Flávio, por sua vez, assegurou que suas eventuais escolhas para a Corte não perseguiriam opositores.
O almoço foi organizado pelo vereador João Jorge (MDB) e encerrou uma sequência de compromissos de Flávio na zona leste ao lado de Nunes. Antes, os dois visitaram o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade Waldemar Moreno. Nas duas agendas, foram recebidos por protestos contra Flávio e Tarcísio.



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