Para o parlamentar, as referências de Lula ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), dizendo que o movimento "não é o mesmo de 30 anos atrás" e que agora está "cuidando de produzir" podem contribuir para o setor diminuir a resistência com o ex-presidente. "Ele (Lula) colocou tudo em pratos limpos que o MST nunca invadiu terra produtiva e ajudou a fazer reforma agrária. Somos testemunhas disso. No governo dele (Lula), não houve nenhuma invasão em terras produtivas. Teve a reforma agrária, mas foi em áreas improdutivas. Mato Grosso é um exemplo disso", afirmou o deputado. "A reforma agrária, desde que dentro da lei, é um instrumento importante para o País e Lula foi nessa linha", acrescentou.
Segundo Geller, os comentários em grupos de redes sociais de produtores, dos quais faz parte, sobre as menções do ex-presidente ao setor foram positivas. "A repercussão foi extraordinária, mas também tem os contras. Lula foi muito pacificador e mostrou que vai retornar o que fez lá atrás, aprovou biotecnologia, mercado internacional, diálogo", disse o deputado.
Sobre a citação de Lula a uma parcela do agronegócio "fascista" e "direitista" que seria contrária ao combate ao desmatamento, Geller evitou comentar os termos usados pelo ex-presidente e disse apenas que a política de defesa ao Pantanal, à Amazônia e à Mata Atlântica defendida por Lula está em linha com as demandas do setor produtivo. "O que nós queremos é fazer abertura (de terras) dentro do que o Código Florestal permite. Queremos ter imagem de sustentabilidade no mercado internacional, o que valoriza a nossa produção. É exatamente isso que queremos. Lula foi muito feliz na sua posição", avaliou Geller.
Cassação e recurso
Nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o diploma do mandato de deputado federal de Neri Geller por abuso de poder econômico e o tornou inelegível por oito anos. Nesta quinta, o parlamentar voltou a afirmar que irá recorrer da decisão e que sua candidatura ao Senado está mantida. "Vou reverter a minha cassação no Supremo Tribunal Federal (STF), porque ela foi extremamente injusta. Esse jogo logo será revertido. Hoje (ontem, quinta-feira), obtive decisão favorável do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de que minha campanha continua sem obstruções", relatou.



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