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Encontro de Marta com mulheres evitará Simone Tebet para afastar viés eleitoral

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A régua que a ex-senadora Marta Suplicy colocou para escolher as mulheres que está convidando para um encontro no dia 28 exclui a possibilidade de que seja chamada a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela é até agora a única pré-candidata à Presidência em 2022, mas Marta —que está com Luiz Inácio Lula da Silva (PT)— não quer que a reunião ganhe ares de apoio a nenhum postulante.

A conversa, para cobrar a inclusão da pauta feminina no debate da corrida ao Planalto, contará com pré-candidatas de várias siglas, mas nenhuma delas mira a cadeira de Jair Bolsonaro (PL).

A ministra do Supremo Cármen Lúcia, a especialista em educação Claudia Costin, a escritora Tati Bernardi, a presidente da OAB-SP, Patricia Vanzolini, e a ativista Rosangela Lyra estão entre as convidadas para o encontro.

Marta, que é a atual secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, também está chamando ativistas como Juliana Borges, Sheila de Carvalho, Nathalia Oliveira, Bianca Santana e Ana Lúcia Fontes, ligadas aos movimentos feminista e negro.

Devem ser procuradas ainda senadoras e deputadas federais de diferentes partidos de esquerda e centro.

Marta diz que a questão das mulheres está à margem nas discussões de candidaturas a presidente.

"A questão da mulher não apareceu nas falas dos pré-candidatos à Presidência como um pilar a ser aprofundado. O máximo a que chegamos foi ao debate sobre a questão da fome. Isso é importante e tem relação direta com a mulher, é claro, mas não nos satisfazemos só com isso", afirma.

A proposta é que cada uma das 15 convidadas apresente durante a reunião três propostas que gostaria de ver contempladas nas campanhas presidenciais. Depois, o grupo escreverá uma carta aberta, que será divulgada com a intenção de sensibilizar os postulantes para a causa. O texto será dirigido a todos eles.

"Não estou perguntando em quem a pessoa vai votar, estou olhando só se a mulher pensa na pauta feminista e no país. É uma bandeira que transcende partidos", diz a ex-petista, que está sem filiação partidária atualmente e integra na capital a gestão Ricardo Nunes (MDB).

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