"Bolsonaro me bloqueou, Ciro não aceitou encontrar comigo, Tebet ignorou por completo minha existência, enquanto aquele que lidera as pesquisas pediu publicamente para conversar comigo. Humildade e democracia andam lado a lado. Convite aceito", escreveu Janones nesta sexta-feira, 29, nas redes sociais.
Lula respondeu: "Combinado. Política se faz com diálogo e juntando pessoas pelo bem comum. Vou te ligar." Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 28, apontou que Janones tem 1% das intenções de voto.
No tuíte feito nesta sexta-feira, Janones não citou desistência e nem deixou claro seu posicionamento sobre apoio em primeiro turno. Em entrevista à Globonews esta semana, ele afirmou que chegou a cogitar abandonar sua candidatura em prol da "luta em favor da democracia", mas disse que nenhum outro postulante ao Planalto o havia procurado para conversar sobre suas propostas. Na mesma ocasião, ele disse ainda que chegou a conversar com Lula, mas que nesse encontro o petista não pediu para que ele retirasse seu nome da corrida presidencial.
A pesquisa Datafolha indicou a possibilidade de vitória de Lula no primeiro turno, embora com vantagem apertada e no limite da margem de erro. O petista pontuou 47% no levantamento, enquanto os demais candidatos somaram 42%. Para vencer no primeiro turno, é necessário que um candidato tenha 50% mais 1 voto, pelo menos, nas urnas, desconsiderando os nulos e brancos. Nesse sentido, a chance do petista pode aumentar se o número de candidaturas diminuir.
Em discursos e entrevistas, o candidato do PT tem reiterado que seu desejo este ano é vencer a eleição já no primeiro turno. Esse, inclusive, foi um dos motivos apontados pelo ex-presidente para formar aliança com Geraldo Alckmin (PSB), seu antigo adversário e atual vice de chapa. O petista tem dialogado com diferentes partidos nos bastidores num esforço para dar impulso à sua chance de vitória na primeira rodada da votação.

