Como medida do sucesso do programa, a presidente usou o exemplo das operações de crédito feitas pelo participantes do MEI. Segundo ela, os 3,5 milhões de participantes fizeram 7 milhões de operações de crédito. Para a presidenta, o dado é positivo pois mostra que os microempresários tiveram acesso ao crédito, quitaram a dívida e voltaram a pedir empréstimo.
Segundo Dilma, o MEI possibilita o que ela classificou como inclusão produtiva, que, para a presidente, é uma vertente da inclusão social. Dilma enxerga no microempreendedorismo uma porta de saída para o Bolsa Família, já que 10% dos participantes do MEI são ex-beneficiários do programa de transferência de renda.
Falando sobre segurança pública, Dilma reconheceu que esta é uma das questões mais graves a serem enfrentadas pelo Brasil. Ela listou ações do governo federal em andamento nas fronteiras e as parcerias com os Estados, como no caso de reforma e construção de presídios. "Eu acredito que o Brasil precisa de uma política que de fato coíba os atos criminosos".
Questionada sobre as dificuldades encontradas pelos brasileiros mais pobres que enfrentam problemas de saúde, como o câncer, Dilma reconheceu a necessidade de melhorar neste quesito, mas ressaltou o papel do Estado no tratamento de doenças deste tipo. Segundo ela, o Brasil tem 277 hospitais com tratamento oncológico sendo que 32 são do governo federal.
Dilma concede entrevista às rádios de Campinas diretamente do Palácio da Alvorada, em Brasília. A presidente esteve ontem na cidade do interior de São Paulo na abertura de Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo.

