Até esta quinta-feira, 29, cinco partidos políticos ainda não se manifestaram sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito realizado no último domingo, 25 de outubro.
Os partidos são Progressistas, Agir, Mobiliza, Solidariedade e Partido da Renovação Democrática (PRD). O partido Novo, por meio de seu presidente Eduardo Ribeiro, lançou nota questionando o resultado.
Outros partidos, como o MDB, PSDB, União Brasil, Psol, PDT, PSTU, UP, DC, Republicanos, PSD, PSB, Podemos, Avante, Cidadania, Rede Sustentabilidade, UP, PV, e Democratas se manifestaram sobre o resultado das urnas.
Outro que reconheceu a vitória de Lula foi o PL, partido do senador e presidenciável derrotado, Flávio Bolsonaro (PL). O político deixou o país e foi para os Estados Unidos, dois dias depois de perder as eleições. Ele desrespeitou uma ordem judicial que determinava a entrega de passaportes e a proibição de sair do país.
Ao chegar em Miami, Flávio publicou uma carta aberta com teor golpista, chegando a se declarar o "verdadeiro presidente eleito". Ele chegou a republicar a postagem e mudou para "líder do Brasil' sua autoclassificação.
Em nota publicada no Instagram, o PL afirma reconhecer o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e diz que 'questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", afirma a nota.
O MDB parabenizou Lula pela reeleição e afirmou que "é um momento em que a vontade popular se fez soberana."
Em nota, o PSDB chamou a conduta de Flávio Bolsonaro diante do resultado das eleições de "incompreensível" e criticou uma declaração feita por ele de exercer oposição fora do país. "O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população."
O União Brasil reafirmou a confiabilidade das urnas, a lisura do processo eleitoral e declarou que o resultado das eleições deve ser respeitado. "A democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas", escreve.
O PSD, em nota, cumprimentou Lula e Geraldo Alckmin pela vitória e desejou "um bom governo" para a chapa. Além disso, destacou que "reforça seu compromisso com a nossa democracia e vai procurar corresponder às expectativas dos eleitores brasileiros."
O Partido Democrata também se manifestou sobre a eleição de Lula. "Respeitar o resultado não é concessão. É obrigação."
Renan Santos, presidente do Missão, publicou nas redes sociais suas análises sobre o segundo turno das eleições. Ele reconheceu a vitória de Lula e chegou a pedir para as pessoas não irem às ruas se manifestar contra o resultado.
Partidos como PSOL, PCB, PDT, PSB, Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade, Unidade Popular (UP) fizeram publicações ou lançaram notas relacionadas ao resultado eleitoral no último domingo.
Após a fuga de Flávio e a publicação de sua carta apontando, sem provas, fraude nas eleições, o PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede, PDT e o próprio PT lançaram uma nota em conjunto, na qual afirmam que a saída de Flávio do país é uma tentativa de fugir das ações da Justiça.
"A contestação do resultado não se sustenta. A prorrogação do horário de votação foi pedida pelas duas campanhas, PT e PL, por restrições em transportes públicos e chuvas fortes, e concedida de forma isonômica a todo o país. Nesse período foram registrados apenas 33.866 votos para presidente, 0,026% do total, enquanto a diferença entre os candidatos foi de mais de 4,4 milhões", destaca a nota.
PCO chegou a reconhecer a vitória de Lula, mas em publicações nas redes sociais também afirma que Flávio Bolsonaro sofre perseguição e, por isso, deixou o país.
O partido Novo chegou a dizer que "o resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia" e acusou o PT de usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal "para se manter no poder."
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