Chico Preto chama a atenção para a necessidade de as indústrias de bebidas adotarem políticas de maior impacto e atuarem de forma mais intensa na recuperação das suas embalagens, que estão poluindo o interior do Amazonas e agredindo o ecossistema amazônico, que interessa ao Brasil e ao mundo.
O líder da maioria na Assembleia Legislativa do Estado, deputado estadual Marco Antonio Chico Preto criticou o “faz de conta” das políticas de responsabilidade sócio-ambientais adotadas pelas indústrias de refrigerantes e demais bebidas, e cobrou a adoção imediata de políticas de gestão de resíduos sólidos como, por exemplo, de logística reversa para viabilizar a coleta e reciclagem da matéria prima das embalagens.
Segundo o parlamentar, essas grandes indústrias precisam investir em boas práticas sustentáveis no Amazonas para promover a manutenção do ecossistema amazônico - que interessa ao Brasil e ao mundo – e estabelecer parcerias com as prefeituras, para promover ações de recolhimento e reaproveitamento de latas e garrafas PET utilizadas e gerar emprego e renda nos municípios, que hoje estão com parte dos seus lixões ocupados por embalagens e latas.
“Porque a Coca-Cola e a Antarctica, por exemplo, até hoje não usaram de um expediente muito mais proativo, mais intenso, para promover, junto às administrações municipais, um conjunto de providenciais que permitissem às prefeituras a adoção de uma atitude mais proativa com relação à coleta e reutilização dos seus resíduos sólidos?”, questionou, lembrando que as políticas públicas precisam estar articuladas com as prefeituras, particularmente as de caráter socioambientais, para gerar resultados práticos.
Chico Preto chamou a atenção para a necessidade de as indústrias de bebidas adotarem políticas de maior impacto e atuarem de forma mais intensa, e lembrou que um projeto de sua autoria está em tramitação na Assembleia Legislativa, e versa sobre a necessidade de um maior comprometimento com a logística reversa das embalagens dos seus produtos, para minimizar os impactos ambientais e econômicos gerados no interior do Amazonas.
“As indústrias do setor precisam assumir a responsabilidade e somar esforços com as prefeituras municipais para a compra de equipamentos como, por exemplo, trituradores de garrafas de PET e máquinas para amassar latas de alumínio, que podem ser reaproveitadas”, argumentou, lembrando que no Amazonas as questões ambientais têm mais apelo e essas gigantes do setor de bebidas não podem ignorar a sua responsabilidade com a efetiva preservação e manutenção do meio ambiente. “Essa indústria precisa implementar um sistema de logística reversa e responsabilizar-se pela coleta das embalagens dispensadas pelos consumidores após o seu uso e pela destinação final ambientalmente adequada às mesmas”, completou.

