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Câmara aprova MP que cria Programa do Gás do Povo, que segue ao Senado

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Câmara aprova MP que cria Programa do Gás do Povo, que segue ao Senado
Câmara aprova MP que cria Programa do Gás do Povo, que segue ao Senado

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 2 Fev (Reuters) - A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira a medida provisória que cria o Programa Gás do Povo, que prevê a gratuidade na recarga do botijão de GLP de 13kg em revendas credenciadas para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

O programa deve atingir mais de 15 milhões de famílias, segundo o governo, inscritas no CadÚnico com renda familiar per capita mensal igual ou inferior a meio salário-mínimo.

O texto-base da proposta foi aprovado no início da noite por esmagadora maioria -- 415 votos favoráveis e 29 contra --, dada a popularidade do tema e a proximidade do período eleitoral, em outubro.

Pouco depois da aprovação do texto-base, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, utilizou seu perfil no X para comemorar a aprovação e afirmar que a Câmara deu "um passo histórico" ao aprovar a MP do Gás do Povo.

"Um programa do governo do Brasil, que amplia o acesso ao gás de cozinha, garante dignidade e combate de forma concreta a pobreza energética", publicou o ministro.

"Serão até 50 milhões de pessoas beneficiadas, cerca de 15,5 milhões de lares, consolidando o maior programa de combate à pobreza energética do mundo", acrescentou.

Durante a votação, a medida recebeu pouca resistência, mas houve quem se posicionasse contrário a trechos dela. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ), por exemplo, foi um deles.

"O Partido Novo... é favorável ao brasileiro receber auxílio gás da forma como ele já recebe. Só que o governo quer criar revendas credenciadas para que o brasileiro, em vez de receber o dinheiro, vá a essas revendas credenciadas e retire um botijão", afirmou, criticando a forma de distribuição dos botijões.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) explicou, no entanto, que serão mantidos os benefícios de programa que subsidia a compra de 50% do gás.

"O auxílio financeiro não acabou, ele continua... A diferença é que o auxílio financeiro corresponde a apenas metade do valor, enquanto a troca do botijão de gás tem gratuidade integral, é 100%. Há apenas essa diferença", explicou.

Editada em setembro do ano passado, a MP segue agora para o Senado. Ela corre o risco de perder a validade se não for votada pelo Senado até o dia 11 de fevereiro.

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