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Aras quer compartilhar dados sigilosos da Lava Jato de Curitiba com procuradores de todo o país

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou nesta terça-feira (15) que o banco de dados da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba será disponibilizado no próximo ano a todos os integrantes do Ministério Público Federal. Aras explicou que a íntegra do arquivo, com 1.000 terabytes de tamanho, está em poder da Sppea (Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise) da PGR (Procuradoria-Geral da República) e que estudos estão sendo realizados sobre a forma de as informações serem compartilhadas. O banco de dados reúne informações sigilosas sobre pessoas e empresas investigadas, incluindo detalhes de acordos de delação premiada e de leniência. De acordo com o chefe do MPF, o procurador que estiver tocando uma investigação poderá consultar o arquivo atrás de eventuais elementos que possam contribuir para o trabalho que está realizando. Para isso, o interessado terá que formalizar um pedido e justificá-lo. O banco de dados da força-tarefa no Paraná foi uma das polêmicas envolvendo o procurador-geral e integrantes da Lava Jato nos últimos meses. O caso motivou, inclusive, um recurso de Aras ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso às informações reunidas pela Lava Jato de Curitiba desde março de 2014, quando foi realizada a primeira fase da operação. A força-tarefa se negou inicialmente o acesso da PGR aos dados e denunciou à Corregedoria do MPF a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, uma das principais auxiliares de Aras. "A situação agora está equalizada", disse o procurador-geral em uma coletiva à imprensa nesta terça-feira para fazer o balanço sobre as ações da PGR (Procuradoria-Geral da República) em 2020.

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