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Universitário confessa falso sequestro em Manaus e surpreende ao revelar motivo da farsa

Universitário confessa falso sequestro em Manaus e surpreende ao revelar motivo da farsa
Universitário confessa falso sequestro em Manaus e surpreende ao revelar motivo da farsa

Manaus/AM- A polícia deu detalhes das prisões de Priscila Siqueira Lucena, de 42 anos, e Risatti César Fonseca Soares, de 30 anos, suspeitos de forjar um sequestro no bairro Colônia Terra Nova, na zona norte, nessa quarta-feira (4).

Delegado Ricardo Cunha - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

"A última vez em que a vítima foi vista, estava saindo da faculdade com amigos, depois passou a não atender mais as ligações dos seus familiares (...) Por volta das 3h da madrugada, eles recebem um vídeo dessa suposta vítima sendo torturada e eles passaram a exigir valores para que ela não fosse morta".

Desesperada, a família procurou a polícia e relatou o suposto sequestro. A polícia iniciou os trabalhos, refez os últimos passos do jovem e falou com os amigos dele. Após algumas horas, o cativeiro foi descoberto, mas para a surpresa dos agentes, Risatti nunca havia sido uma vítima e sim o mentor do próprio sequestro.

Risatti estava dormindo tranquilamente - Foto: Divulgação

"Por volta de meia-noite e pouco, já de hoje, os policiais estouraram esse cativeiro e para a surpresa de todos, ele estava dormindo. Os policiais acharam muito estranho aquilo e ele confessa ali para a equipe ele fez isso pelo seu namorado. O seu namorado estaria devendo o tráfico de drogas e ele como 'um gesto de amor'  passou então a simular o seu próprio sequestro para ter essas vantagens dos próprios familiares".

Delegado Guilherme Torres - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda Conforme o delegado Guilherme Torres, além dele e Priscila, outras pessoas também participaram da ação e estão na mira da polícia. "Então, foi preso ele e mais uma mulher que teria participado dessa simulação. Outras pessoas estão sendo investigadas".

Ricardo ressalta que no pedido de resgate, Risatti e Priscila não estipularam valores, só exigiram que a família arrecadasse o máximo possível. Porém, nenhum valor foi entregue porque a polícia chegou ao cativeiro, que na verdade era a casa de Priscila, antes.

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