Stefanno de Jesus Amorim, suspeito de assassinar a funcionária do Ministério de Direitos Humanos, Janaína Romão Lucio, 30, foi preso nessa terça-feira (17), no Distrito Federal (GO). O suspeito estava escondido na casa de uma irmã e foi localizado por meio de uma denúncia anônima.
Na delegacia ele entregou uma carta de 10 páginas, escrita a mão, onde tentava explicar a motivação do crime. No conteúdo, Stefanno diz que matou a ex-companheira por ciúmes e porque ela estaria tentando afastar as filhas, de 2 e 4 anos, dele. Em um trecho, ele conta que no dia da morte questionou Janaína sobre um novo relacionamento. A mulher teria dado o silêncio como resposta e por isso, foi atacada e esfaqueada na porta da casa dele. Janaína havia ido buscar as filhas na casa de Amorim:
"Ele disse que estava diante daquele ditado 'quem cala consente' e deu o primeiro golpe em direção ao coração. O tio entrou em luta corporal com ele pra tomar a faca, a vítima conseguiu sair da casa e, já na calçada do lote vizinho, se aproximou dela e desferiu mais três golpes de faca”, disso delegado do caso, Alberto Rodrigues, em entrevista ao G1 DF.
O jovem termina pedindo perdão a família da funcionária: "Sei que vocês me entregaram ela de coração e eu acabei a devolvendo desta forma”. Edgar Soares Lúcio, 67, pai da vítima, disse que não perdoa Stefanno e afirma que nunca aprovou o relacionamento dos dois. Em desabafo o homem pediu justiça: “Eu quero que ele pague. Que fique preso o maior tempo que puder, eu quero a pena máxima”.
Janaína foi esfaqueada quatro vezes no peito e uma nas costas, ela morreu na frente da calçada da casa vizinha, enquanto se arrastava para tentar escapar do ex.

