Manaus/AM - Um dos investigados pela morte de Raimundo Nonato Pereira, de 66 anos, teria apontado Débora Coelho, de 21, como responsável por planejar a emboscada que terminou no assassinato do idoso, em abril deste ano, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. A informação foi confirmada pelo delegado Hugo Albernaz, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Segundo o delegado, Richardson, um dos suspeitos de participação no crime, mencionava o nome da mulher enquanto era agredido por moradores após o caso. Ele teria afirmado que ela era culpada e deveria ser morta. Posteriormente, o investigado também teria reconhecido Débora por fotografia e indicado o envolvimento dela no latrocínio.

Albernaz explicou que a polícia não conseguiu confirmar se a mulher já conhecia os outros dois investigados antes do crime. Em depoimento, Débora negou ter contato com eles e afirmou que também teria sido agredida. No entanto, segundo o delegado, não foram encontrados elementos que comprovassem essa versão.
A identificação da suspeita ocorreu após diligências de campo, coleta de depoimentos e aplicação de técnicas de investigação. Para a equipe policial, os elementos reunidos apontam a participação de Débora no planejamento do crime.
“Temos prova robusta para afirmar com absoluta certeza que ela está envolvida nesse latrocínio”, declarou o delegado.
Raimundo Nonato foi morto a tiros após marcar um encontro com Débora. A investigação aponta que a mulher teria repassado aos comparsas informações sobre uma quantia de R$ 20 mil que o idoso supostamente guardava para comprar um veículo. A suspeita teria atraído a vítima até a avenida Pirarucu, onde dois homens a abordaram e efetuaram os disparos.
Débora foi presa temporariamente nesta quarta-feira (28). Ela nega participação no crime e permanece à disposição da Justiça.
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