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Sobrinho que matou tia por ordem de facção já tinha quebrado as pernas da vítima como 'corretivo'

Sobrinho que matou tia por ordem de facção já tinha quebrado as pernas da vítima como  'corretivo'
Sobrinho que matou tia por ordem de facção já tinha quebrado as pernas da vítima como 'corretivo'

Manaus/AM - Bruno Cristher Araújo de Souza, preso por suspeita de matar a própria tia Sandra Eline Rodrigues de Souza, 46, por ordem de uma facção criminosa, no bairro Cidade Nova, criou uma versão falsa do crime para despistar a polícia. 

Segundo a delegada Marília Campelo, no seu primeiro depoimento, em novembro do ano passado, Bruno disse que dois pistoleiros em haviam disparado contra a tia.

“Logo que o fato ocorreu, o Bruno inventa que dois motoqueiros haviam passado e atirado pela janela e esse tiro havia atingido essa vítima fatalmente. Agora ele diz que é um acidente, essa arma estava no sofá ao lado dele, uma arma que o tráfico tinha entregue pra ele para fazer a própria segurança dele. E que essa arma, do mais absoluto nada, inexplicavelmente, por uma força sobrenatural, ela teria disparado sozinha e atingido a vítima”.

A mulher era usuária de drogas e o sobrinho, era um “soldado do crime organizado”, como explica o delegado a delegada Marília Campelo.

“O Bruno é soldado do tráfico, faccionado, inclusive trabalhava para um integrante, um líder de uma facção criminosa que foi preso, também comandado nosso, no mês de março em Santa Catarina”, afirma

Ela conta que Sandra era usuária de drogas e costumava criar tumultos que chamavam a atenção da polícia para a situação do tráfico naquela área. Algum tempo antes, ela já tinha sido “castigada” pelo próprio sobrinho, que quebrou as duas pernas dela por ordem da facção.

“O chefe dele ordenou que desse um castigo nessa tia que era usuário de drogas sim, e ela ali fazia confusão, chamava a atenção de vizinhos e da própria polícia quando estava querendo drogas. E eles tinham que dar aquela droga para ela. Por essa razão ela sofreu esse corretivo. E dois meses depois, essa vítima é morta dentro da própria casa dela com um disparo de um revólver 38”, afirma.

Para ter acesso às drogas, Sandra chegou a ceder a casa como uma espécie de torre de vigia para Bruno fazer a segurança da área do tráfico.

“A Sandra era viciada e pegava droga com eles. Inclusive o Bruno ficava na casa dela uma troca de favores. A casa era no alto, ele podia ver quem se aproximava ou não para fazer a segurança da boca de fumo, em troca disso ele dava para ela pedras de crack”, ressalta Marília. 

 Foto: Jander Robson/Portal do Holanda O delegado Ricardo Cunha também relata que Bruno chegou a comemorar, publicamente, a morte da tia.

“As investigações evoluíram, de modo a colocar o próprio Bruno na cena do crime. O Bruno, inclusive, aparece comemorando em redes sociais a morte da própria tia. Isso tudo culminou na sua prisão no dia de hoje”.

A delegada enfatiza a comemoração. “Ele posta na rede social uma frase, ‘safada é sal’, coisas que integrantes de facção usam, palavreados de faccionados. E depois ele apaga. Quando ele soube que nós estávamos investigando, ele começa a postar ‘luto pela minha tia’, fotos com a tia e lamentando a morte dela. Mas isso muitos dias depois do ocorrido”.

Cerca de um mês da morte de Sandra, outra irmã dela, identificada como Sigrid, também foi assassinada no terreno da mesma residência.

“O próprio Bruno diz que, no caso da Sigrid, o mandante foi o Jefferson Silva, o Vugo Jegue, que foi preso em Santa Catarina, no mês passado”.

Ao saber que estava na mira da polícia, Bruno fugiu para o Tarumã e ficou escondido na casa da mãe, mas acabou preso nesta segunda-feira (8). A partir de agora, ele vai responder pelo assassinato da tia e por outros crimes.

 

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