Um professor de um colégio estadual de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, é investigado por assédio sexual após supostamente exigir que uma aluna de 15 anos lhe enviasse fotos íntimas. De acordo com a Polícia Civil, as cobranças foram feitas por mensagens de celular e teriam ocorrido no período em que o homem ainda dava aulas para a adolescente.
Conforme a investigação, diante da recusa da estudante, o docente teria passado a usar o desempenho escolar dela como forma de pressão, condicionando a aprovação na disciplina ao envio das imagens. Em um dos trechos divulgados pela polícia, ele afirma que a menina "não tem escolha" e pergunta se ela pretende decepcionar a própria família. O nome do investigado e o do colégio não foram divulgados porque o inquérito segue em andamento e tramita sob segredo de justiça.
Na última semana, policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, no bairro Uvaranas. Foram recolhidos um celular, um notebook e pendrives, que passarão por perícia para verificar a existência de outros possíveis crimes, incluindo o eventual armazenamento de imagens de adolescentes. A apuração está a cargo do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), unidade especializada da Polícia Civil paranaense. Segundo a delegada responsável pelo caso, o investigado responde ao inquérito em liberdade, já que não houve situação de flagrante quando a denúncia foi registrada.
Após o registro da ocorrência, o professor passou por procedimento administrativo interno e foi afastado das atividades. A Secretaria de Estado da Educação do Paraná informou que ele não integra mais o quadro da rede estadual de ensino, em razão da rescisão de contrato decorrente do processo apurado. Casos de violência e assédio contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, que funciona 24 horas e recebe relatos de forma anônima.



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