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Presídio registra terceira rebelião em apenas cinco dias

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Presídio registra terceira rebelião em apenas cinco dias
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RIO — O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia registrou, na madrugada desta sexta-feira, a terceira rebelião em cinco dias. Desta vez, o levante dos presos ocorreu na unidade de regime fechado. As duas primeiras ocorreram na Colônia Agroindustrial, onde ficam os presos do regime semiaberto; a primeira delas deixou nove detentos mortos. Por volta das 7h, a polícia controlou a situação e começou um procedimento de revista na unidade.

A ação dos presos na Penitenciária Odenir Guimarães (POG) começou por volta das 4h30m desta sexta-feira. Os detentos estavam armados, e houve troca de tiros com os agentes. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, a unidade do regime fechado abriga cerca de 2 mil detentos.

Além da Polícia Militar, do Batalhão de Choque e do Grupo de Operações Penitenciárias, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 5h45m para apoiar a operação de retomada do presídio. Às 7h20m, uma viatura de combate a incêndio, uma unidade de resgate e uma de salvamento estavam em frente ao complexo e não haviam realizado qualquer atendimento a feridos ou contenção de chamas.

O Complexo Prisional fica a cerca de 60 quilômetros da capital de Goiás. A primeira rebelião deste ano ocorreu na tarde do dia 1º de janeiro, quando presos da Colônia Agroindustrial invadiram a ala que abrigava detentos rivais. Na movimentação, mais de 200 presos fugiram. Nove morreram, e 14 ficaram feridos.

Na noite de quinta-feira, os presos fizeram uma nova rebelião. Porém, a intervenção da polícia impediu que houvesse mortos e feridos. Um detento conseguiu fugir durante a confusão. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, disse que os presídios do estado são comandados por facções criminosas do Rio e de São Paulo. Ele atribuiu a primeira rebelião no Complexo Prisional a uma briga entre os grupos criminosos.

Na quinta-feira, antes da segunda rebelião, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), assinou um manifesto que "exige a tomada de providências urgentes por parte do Governo Federal" para conter o agravamento da crise de segurança pública. Além de Perillo, outros seis governadores assinaram o documento: Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Maranhão.

 

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