Manaus/AM - A investigação da Polícia Federal aponta que o Nova Era, em Manaus, e outros supermercados de Roraima recebiam o minério como pagamento pela exportação de alimentos.
Segundo a PF, o esquema teria movimentado cerca de R$ 6 bilhões. O ouro contrabandeado em terras indígenas da Venezuela, entrava no Brasil clandestinamente e seguia para o Amazonas e Roraima. Transportadoras contratadas escondiam o ouro ilegal no interior de caminhões sem os procedimentos necessários e pagamento de tributos.
Posteriormente, o minério era comprado por outros integrantes do esquema e enviado para empresas atuantes no ramo de exploração de minério aurífero, responsáveis por concretizar o pagamento aos supermercados e às distribuidoras de alimentos.
Segundo o inquérito, os principais investigados desse esquema também teriam envolvimento com a exploração clandestina do minério em Terras Indígenas Yanomami, e em garimpos espalhados no Amazonas, Roraima e outros estados do Brasil.
Neste caso, os supermercados não só recebiam ouro ilegal, como também enviavam o minério clandestino do Amazonas para a Europa.
Além dos mandados de buscas e prisão, a Justiça também determinou a indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e aeronaves dos investigados.
São cumpridos 2 mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão nos estados de Roraima, Amazonas, Goiás e Distrito Federal, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Boa Vista-RR.



