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Ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi será transferida para prisão domiciliar, diz mídia estatal

Reuters
Ex-líder  de Mianmar Aung San Suu Kyi será transferida para prisão domiciliar, diz mídia estatal
Ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi será transferida para prisão domiciliar, diz mídia estatal

30 Abr (Reuters) - A ex-líder de Mianmar Aung San Suu Kyi deve ser transferida para prisão domiciliar, informou a mídia estatal na quinta-feira, mais de cinco anos depois que os militares derrubaram o governo civil que ela liderava e prenderam a ganhadora do Prêmio Nobel.

Suu Kyi, de 80 anos, está detida pela junta desde então e seu paradeiro não tem sido claro em meio a uma guerra civil mortal que foi desencadeada pelo golpe de fevereiro de 2021, que assolou grande parte da empobrecida nação do Sudeste Asiático.

"A parte restante da sentença de Daw Aung San Suu Kyi foi comutada para ser cumprida em uma residência designada", informou a emissora estatal MRTV, usando um título honorífico para a política veterana.

A mídia estatal também divulgou uma fotografia de Suu Kyi, sentada em um banco de madeira e ladeada por dois funcionários uniformizados -- a primeira imagem pública dela em anos.

Em uma nota, seu filho Kim Aris disse que o anúncio feito na quinta-feira pelas autoridades de Mianmar pouco fez para dissipar os temores sobre sua condição ou mesmo para confirmar que ela ainda está viva.

"Eu ainda não sei onde minha mãe está. Não sei como ela está. Continuo profundamente preocupado", declarou ele. "Se ela estiver viva, peço uma prova de vida."

Em dezembro, Aris disse à Reuters que não tinha notícias de sua mãe há anos, recebendo apenas detalhes esporádicos e de segunda mão sobre seus problemas cardíacos, ósseos e gengivais desde a detenção.

"É bom saber que a prisão domiciliar foi confirmada, mas não recebemos nenhuma notificação direta", afirmou um membro de sua equipe jurídica à Reuters. "Só ficamos sabendo disso pelo anúncio da notícia."

Depois de uma maratona de julgamentos, Suu Kyi foi sentenciada a 33 anos de prisão após ser condenada por acusações que vão desde corrupção e incitação à fraude eleitoral até violação das regras de sigilo do Estado, que seus aliados afirmam ter sido motivada politicamente e com o objetivo de marginalizá-la.

Essa sentença foi posteriormente comutada para 27 anos e, em seguida, reduzida em um sexto em uma anistia de Ano Novo de Mianmar, em 17 de abril, que libertou seu aliado e corréu Win Myint, ex-presidente.

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