Foto: Reprodução/Facebook
Alexandre Lopes de Pádua Arcenio, de 31 anos, foi preso pela Polícia Civil, suspeito de matar três garotas de programa em Curitiba, no Paraná, após se relacionar sexualmente com elas.
O homem agiu da mesma forma em todos os crimes: enforcava as vítimas e as deixava trancadas após transar com elas.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Curitiba informou que a primeira vítima encontrada foi a transexual "Taís", de 28 anos. No dia 16 de março, foi encontrada morta por vizinhos em estado avançado de putrefação, no apartamento onde morava no bairro Bigorrilho, após sentirem um cheiro forte vindo de lá. Ela estava nua sobre a cama, amarrada pelos pés e mãos e com marcas de violência pelo corpo.
Quatro dias depois, Jaqueline Coutrin de Souza, de 42 anos, foi encontrada morta. Moradora da Rua Nilo Peçanha, um conhecido ponto de prostituição no Centro de Curitiba, Jaqueline estava nua, ajoelhada e com o rosto apoiado na cama, também com marcas de violência. Nos dois casos, a polícia percebeu que as chaves dos apartamentos foram levadas pelo criminoso.

Milena
Após um mês, no dia 19 de abril, a garota de programa Milena de Paula Rabelo, de 36 anos foi encontrada nua em um apartamento no Centro de Curitiba, com uma toalha enrolada no pescoço, vítima de estrangulamento.
Depois de cinco dias de matar Milena, Alexandre contratou via Whatsapp uma transexual para um programa, identificada como "Camily", de 22 anos. Alexandre tentou enforcar a vítima, que caiu desmaiada. Alexandre saiu e levou tudo o que era dela, achando que transexual já havia morrido, trancando o apartamento. No entanto, Camily sobreviveu e conseguiu denunciar Alexandre.
“Ele foi extremamente carinhoso, não demonstrou nada, a não ser um pouco de ansiedade. Assim que terminamos, ele não quis tomar banho. Me deu um beijo, conversamos um pouco, ele me abraçou por trás e me deu uma ‘mata leão’ que me fez apagar. Acordei um tempo depois, muito machucada, com uma toalha no meu pescoço”, disse.
Em depoimento à polícia, o personal trainer assumiu que aplicou um "mata leão" em duas das vítimas. Ele disse que cometeu os crimes para roubar seus pertences, já que passava por dificuldades financeiras, mas negou que havia matado qualquer pessoa.
Alexandre responderá por três homicídios dolosos e uma tentativa de homicídio. A DHPP segue investigando se ainda há outras vítimas do homem.





