Início Policial 'Mulas' receberiam R$ 15 mil para levar cocaína no estômago de Manaus para a França
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'Mulas' receberiam R$ 15 mil para levar cocaína no estômago de Manaus para a França

'Mulas' receberiam R$ 15 mil para levar cocaína no estômago de Manaus para a França
'Mulas' receberiam R$ 15 mil para levar cocaína no estômago de Manaus para a França

Manaus/AM - A polícia deu detalhes, na manhã de hoje (22), de um esquema de captação de “mulas” que atuavam no transporte de drogas de Manaus para outros países. Foram presos na operação Daniel Ferreira Menezes, Maria Vitória Oliveira de Lima e Bruna Tavares Delaguila.

“Tivemos o conhecimento que Daniel estava cooptando pessoas para funcionarem na qualidade de ‘mulas’, transportando material entorpecente para a União Europeia. A droga tinha como destino a França, entrando ali por Paris”, explica o delegado Cícero Túlio.

Conforme a investigação, Vitória e Bruna viajaram para outro estado com quase 50 cápsulas de cocaína pura no estômago.

“Tivemos conhecimento que as duas mulheres já estavam em São Paulo. A gente começou a efetuar um trabalho de monitoramento para tentar efetuar a prisão delas no momento do embarque. Porém, houve um problema de conexão e elas acabaram regressando para Manaus trazendo o material ainda nos seus organismos”.

Segundo o delegado Cícero Túlio, Daniel é um traficante conhecido na área do bairro Praça 14 e seria o responsável por abastecer o tráfico no bairro e enviar drogas para fora do Brasil. 

Já Bruna e Vitória, foram contratadas para entregar uma remessa de cocaína na França e trazer para Manaus o pagamento de R$ de 250 mil.

“Aguardamos até termos a informação de que elas haviam expelido o material. Eram aproximadamente 50 cápsulas de cocaína pura que elas haviam engolido, que seria entregue a um receptador em Paris pela quantia de R$ 250 mil”, diz Cícero.

Cada uma das jovens receberia R$ 15 mil para participar da entrega. Assim que a polícia deflagrou a operação, as mulheres foram presas com a droga e documentos de identidades.

“Na oportunidade foram encontradas dezenas de cápsulas que haviam sido ingeridas por essas mulheres e centenas de identidades que possivelmente seriam utilizados como plataforma para a falsificação de identidades, a fim de facilitar o envio de novas mulas”.

O delegado revelou ainda que o grupo de Daniel conta com a participação de outras pessoas, que são responsáveis por “selecionar” as mulheres que tem perfil para servir de mulas.

“A gente já conseguiu identificar outras pessoas que são responsáveis por fazer essa análise, uma espécie de seleção para ver quais mulheres estão aptas para fazer esse transporte. Agora nós vamos desdobrar essa operação para que a gente possa identificar inclusive, a pessoa responsável por  fazer a ponte de compra dessas passagens para que essas pessoas possam fazer esse transporte da droga”, destaca.

 

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