Início Policial MPF recorre de absolvição de policiais federais acusados de agredir e asfixiar médico do Exército no Amazonas
Policial

MPF recorre de absolvição de policiais federais acusados de agredir e asfixiar médico do Exército no Amazonas

MPF recorre de absolvição de policiais federais acusados de agredir e asfixiar médico do Exército no Amazonas
Magnific

Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da decisão judicial que absolveu três agentes da Polícia Federal (PF) das acusações de abuso de autoridade e constrangimento ilegal. Os policiais haviam sido inocentados em primeira instância após agredirem violentamente um médico oficial do Exército Brasileiro no município de Tabatinga, no interior do Amazonas.

Com o recurso, o órgão ministerial busca reformar a sentença para condenar os acusados, decretar a perda de seus cargos públicos e restabelecer o afastamento imediato dos agentes de atividades ostensivas e missões de campo.

O episódio ocorreu em um estabelecimento comercial de Tabatinga. De acordo com os autos do processo, o médico do Exército estava em um camarote quando foi abordado pelos agentes da PF. A motivação dos policiais seria a suspeita infundada de que a vítima teria arremessado uma garrafa de vidro em direção à mesa em que eles estavam.

Durante a abordagem truculenta, o médico foi alvo de socos, sofreu uma coronhada de arma de fogo na testa e foi submetido a um golpe de "mata-leão", o que resultou na perda de sua consciência. Em seguida, os agentes deram voz de prisão sem qualquer amparo legal e usaram seus distintivos corporativos para coagir e impedir que as testemunhas presentes interviessem na situação.

Ensanguentada e desacordada, a vítima foi arrastada à força para fora do local.

O recurso de apelação, assinado pelo procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, destaca que a gravidade das agressões está tecnicamente comprovada pelo laudo de exame de corpo de delito.

O laudo pericial constatou que o médico correu perigo de morte devido a asfixia mecânica e trauma cranioencefálico, além de ter ficado com uma deformidade permanente na face.

"O critério técnico da perícia médica deve prevalecer sobre protocolos de triagem hospitalar ou sobre a simples avaliação visual de cicatrizes realizada em audiência", sustentou o procurador, contestando os fundamentos que embasaram a absolvição dos réus.

O MPF elenca ainda uma série de agravantes cometidos pelos servidores públicos durante a noite do ocorrido, tais como:

  • O consumo de bebidas alcoólicas enquanto portavam armas de fogo institucionais;

  • O uso indevido de uma viatura oficial da Polícia Federal para fins estritamente particulares por um dos envolvidos.

O recurso foi apresentado à Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga e aguarda remessa para julgamento na segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!