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MPF denuncia suspeitos de tentarem roubar maior carga de ouro apreendida no Amazonas

MPF denuncia suspeitos de tentarem roubar maior carga de ouro apreendida no Amazonas
MPF denuncia suspeitos de tentarem roubar maior carga de ouro apreendida no Amazonas

Manaus/AM - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou, nesta quinta-feira (4), dois homens e uma mulher suspeitos de terem envolvimento na tentativa de roubo de uma carga de ouro ilegal, considerada uma das maiores apreensões da história do Amazonas. 

A denúncia é de procuradores da República que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF. Os suspeitos foram denunciados por tentativa de latrocínio e comunicação falsa de crime.

Crime - O ouro foi apreendido em dezembro de 2023 após a prisão de dois homens que transportavam 47,2 kg de barras de ouro em duas malas. O material estava sendo transportado por um carro Gol que foi interceptado por um veículo modelo Doblò, que tentava roubar a carga, na Avenida das Torres, zona centro-sul de Manaus. Houve troca de tiros durante a perseguição e dois homens baleados. 

A Rocam foi acionada para a ocorrência. Quando os policiais chegaram no local,  encontraram os dois homens feridos e ambos os veículos estavam na via. Durante revista localizaram as malas com ouro e uma arma entre outros materiais.

A quantidade de ouro foi avaliada em R$ 14,9 milhões e foi considerada pela polícia como a maior apreensão de ouro ilegal da história do Amazonas. O ouro é proveniente do garimpo ilegal e os responsáveis pelo transporte saíram com o material do Aeroclube do Amazonas antes de serem interceptados.

Após a perseguição, a mulher e um dos homens denunciados procuraram a polícia para comunicar o roubo de um carro com placa adulterada que foi usado na perseguição e abandonado no local. Segundo o MPF, a denúncia foi uma tentativa de não serem considerados suspeitos do crime.

No entanto, as investigações revelaram que o carro não havia sido roubado e que os dois tinham participação na tentativa de latrocínio. Após uma análise de testemunhos e câmeras de vigilância, a polícia conseguiu descobrir e identificar o terceiro envolvido no crime. 

"O crime de latrocínio tutela, simultaneamente, diversos bens jurídicos: o patrimônio titularizado pela vítima, a integridade física e psíquica daquele que sofre a violência e a incolumidade pública da coletividade exposta à subtração patrimonial violenta. É de salientar-se que a lei penal não exige que o titular do patrimônio visado seja a mesma pessoa que sofre a violência", diz a denúncia.

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