Manaus/AM - Um morador, identificado como José Pedro Bispo de Lima, sofreu ferimentos ao ser baleado por uma arma não letal feito por um policial militar, nesta segunda-feira (7), no beco Curimatã, bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus.
O homem denuncia a ação do PM, que causou ferimentos na barriga e no braço. Ainda não se sabe se os agentes estavam envolvidos em alguma operação policial, nem o motivo da abordagem.
"Bem, agora de manhã eu fui ao CRAS, que eu tô fazendo um procedimento de benefício, porque eu uso, pode mostrar também, eu uso uma bengala na minha perna, que eu tenho um chumbo de uma pessoa que me atirou. Há oito anos atrás. Eu tô chegando do Crais, tomei um café na porta da onde eu antigamente, bem dizer, trabalhava, aonde eu tô sentado agora nesse momento aqui", relatou o morador.
"E terminei de tomar meu café e peguei e fui na rua. E como aqui é uma área que eles dizem que é uma área vermelha, que vende droga e tudo mais, eu tenho o costume de sair do meu ambiente de trabalho e ir na esquina", acrescentou.
O morador continuou: "E eles entraram e passaram por mim, foram até a metade do caminho, voltaram, quando voltaram chegaram e me alvejaram do nada. Sem motivo nenhum. Só fez, chegou, perguntou aonde eu morava e falei pra ele. Veio com ignorância, me chamou de filho de puta, filho disso, filho daquele, pegou e me alvejou".
José Pedro conta que primeiro foi ferido na perna e ao questionar a ação do policial foi atingido na barriga. "E ele pegou e sequenciou com um tiro no meu braço e o outro abaixo do meu abdômen. Tá alojada aqui, como você pode ver", afirmou a vítima. O homem relata ainda que acredita que a arma usada não era 'de serviço'.
"Ele não estava com a arma de uso restrito verdadeiramente da polícia. Ele estava com a arma totalmente diferente, que você pode notar que tem uma esfera dentro", garantiu a vítima.
Outra moradora que não quis divulgar o nome criticou a ação dos policiais na área que pode até afetar pessoas inocentes.
"A gente fica com os nossos filhos aqui pela tarde e quando eles (policiais) entram, é rápido, não estão nem aí quem tá na frente. As crianças ficam jogando bola, eles não respeitam. A gente fica com medo de estar na calçada por que quando aparecem não dá nem tempo de sair da rua", disse a mulher se referindo a velocidade em que os agentes passam com a viatura.
Solicitamos uma nota da Polícia Militar sobre o caso e vamos atualizar quando recebermos uma resposta.









