Manauara sofreu duas tentativas de homicídio antes de ser morta em Gramado

Por Portal do Holanda

29/09/2020 11h11 — em Policial

Chayena - Foto: Reprodução Redes sociais

Manaus/AM - A manauara Dyena Chayena Nunes da Silva, 29, morta em Gramado (RS), já tinha sido alvo de outras duas tentativas de homicídio. A informação foi revelada por uma amiga da jovem durante entrevista à equipe do Portal do Holanda na manhã de hoje (29).

Segundo a moça, antes de morar em Gramado, Dyena já tinha morado no Rio de Janeiro e em Cuiabá, no Mato Grosso. Em cada um deles a jovem foi alvo de criminosos.

O primeiro ataque ocorreu no Rio, na ocasião, um cliente agrediu Chayena e tentou estrangulá-la, mas ela conseguiu se desvencilhar e saiu correndo para pedir ajuda à mãe, que mora na cidade.

“Passou um tempo e ela viajou para Cuiabá. Lá um outro cliente levou ela para dentro de uma área de mata, mas ela conseguiu fugir e aí continuou da mesma forma. Ela viajou veio para Manaus, passou um tempo e depois viajou para Gramado e foi quando aconteceu isso”, conta.

De um atentado para o outro se passaram cerca de três meses. A amiga conta ainda que Chayena largou a faculdade para trabalhar como garota de programa ainda em Manaus e chegou a receber propostas para trabalhar em boates, mas ela tinha receio de ser reconhecida aqui e por isso, decidiu tentar a vida em outros estados.

“Ela decidiu entrar para essa vida, mas ela não queria trabalhar na boate daqui porque era exposição, então ela viu que para fora ela teve oportunidades melhores. Então ela começou a fazer conexões: Bolívia,  São Paulo, Fortaleza, Gramado e assim ela ia se aventurando”.

Sobre o cliente suspeito de ter cometido o assassinato, a jovem contou que a polícia de Gramado teria repassado à família, a informação sobre uma imagem de câmeras de segurança que mostram o assassino:

“Lá eles falaram que tem uma imagem da câmera de segurança da rua que aparece uma suposta pessoa envolvida que estava encapuzada e com luvas”.

A polícia e a família não descarta que a morte de Dyena tenha sido encomendada, mas não sabem o que teria motivado o crime. O autor do homicídio chegou a roubar o iPhone da vítima, mas ignorou as joias e o dinheiro que estavam no apartamento.

Ele se desfez do telefone depois e a polícia pericia o mesmo para tentar encontrar alguns pista que leve ao assassino.