Manaus/AM - O lutador de MMA, José Cláudio da Silva Pereira, 29, preso nesta quinta-feira (11), confessou para a polícia que gravava relações sexuais com menores em Coari, usando câmeras escondidas.
“Ele possuía esse aparato de câmeras ocultas com cartão de memória, colocava nos lugares onde ele ia ter relação. Ele fazia a gravação e depois divulgava para os seus comparsas”, explica o delegado José Barradas.
Os vídeos eram trocados com outro homem, identificado como Everton Max, que também tinham vídeos ilícitos, incluindo conteúdo de pornografia infantil.
“O outro (Everton), fornecia esses vídeos para outras pessoas e ele também tinha vídeos com menores. Então eles faziam uma troca, não por dinheiro, mas por prazer mesmo (...) No depoimento dele, ele também confirmou a prática do crime”.
O delegado conta que o terceiro preso, Juan França Fontinelle, pegava os vídeos e jogava em grupos fechados de WhatsApp e fazia a ampla divulgação. Juan foi preso no município de Itaituba, no Pará.
Na casa do lutador de MMA, a polícia encontrou várias câmeras, cartões de memória, pen drive, notebooks e outros acessórios usados na gravação das vítimas.
O caso foi descoberto após uma adolescente de 17 anos se deparar com imagens suas nas redes sociais e denunciar o caso. Contudo, a polícia encontrou imagens de várias outras vítimas do trio e busca identificá-las.
José, Everton e Juan já passaram por audiência de custódia e foram encaminhados para a prisão. O lutador vai responder por produção, armazenamento e divulgação de cenas pornográficas com menores e os outros dois homens vão responder por armazenar e divulgar estas imagens. A pena, segundo Barradas, pode chegar a 6 anos de prisão.
O delegado conta que a vítima que denunciou o caso está bastante traumatizada e deve receber apoio psicológico.
“A vítima está muito abalada psicologicamente, tanto ela quanto a família. Esse vídeo foi muito divulgado em Coari e ela realmente está com trauma”, destaca.
O delegado lembra que só de ter em sua posse imagens desse tipo, a pessoa já pode responder criminalmente, se compartilhar, a pena aumenta ainda mais.

