Manaus/AM – O menino autista de 9 anos que foi espancado até a morte supostamente pela mãe e pelo padrasto, já estava em óbito há horas quando foi levado para o hospital.
Segundo a delegada Joyce Coelho, responsável pelo caso, a mãe contou em depoimento que o menino passou mal logo depois do jantar, por volta das 18h30 e que foi socorrido em casa pelo padrasto.
Ela disse ainda que o filho desmaiou e que ela e o homem fizeram massagem cardíaca (versão que não foi confirmada pelo marido). Após isso, ela correu com a vítima para o pronto-socorro. Os médicos, porém, relataram à polícia, que quando o menino chegou, já estava com enrijecido pelo tempo que havia morrido.
“O laudo médico preliminar saiu de imediato e totalmente contraditório à palavra da mãe. A causa da morte foi hemorragia nos órgãos internos causada por pancada contundente no fígado e no baço que causou rompimento (...) O pronto-socorro diz que não realizou qualquer manobra com a criança porque ela já chegou lá morta ao hospital. Ela foi pra sala de reanimação, mas lá inclusive, eles perceberam que ela já apresentava rigidez cadavérica”, explica Joyce.
Segundo a delegada, isso evidenciava que a criança morreu e apenas muito tempo depois ela foi levada para receber socorro. Os exames também mostraram que as agressões ocorriam há mais de um ano.

