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Justiça prossegue em caso de tio que sedou e matou sobrinha em Manaus

Enfermeiro do 28

Justiça prossegue em caso de tio que sedou e matou sobrinha em Manaus
Justiça prossegue em caso de tio que sedou e matou sobrinha em Manaus

A Justiça encerrou nesta sexta-feira (2), a a fase de audiências para a instrução da Ação Penal que julga  Anderson Magno Barros da Silva, acusado de estuprar e causar a morte de Aline Alves de Melo (14 anos), na noite dia 5 de outubro de 2019. A última audiência foi realizada pela juíza de Direito Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, por meio da plataforma Cisco Webex, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a participação do promotor de justiça José Felipe da Cunha Fish; do advogado de defesa Júlio César de Oliveira Maciel, além de seis testemunhas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), o crime aconteceu entre 22h30 do dia 5 de outubro e 00h30 do dia seguinte, na rua Cunha Melo, 52, bairro de Petrópolis, em Manaus. Anderson, conforme a denúncia do MP, teria dopado a vítima com remédios, com a intenção de praticar com ela conjunção carnal. De acordo com o inquérito policial, o acusado era tio da vítima.

Ainda segundo a denúncia, a medicação que teria sido ministrada por Anderson à vítima era de uso em ambiente hospitalar. As investigações concluíram que os medicamentos encontrados na casa dele, dentre os quais se destaca o Cloridrato de Fentanila, teriam sido desviados do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde o acusado trabalhava como técnico de enfermagem.

O Ministério Público denunciou Anderson Magno Barros da Silva por feminicídio.

Com o fim das audiências de instrução e julgamento, a juíza, atendendo a requerimento das partes, decidiu pela conversão das Alegações Orais para escrita e determinou a abertura de vista ao Ministério Público e à defesa, respectivamente, para apresentação de Memoriais no prazo legal. Após isso, o processo estará pronto para a Decisão de Pronúncia e, se houver elementos ou indícios suficientes da prática do crime pelo acusado, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.

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