Hitomi Akamatsu, 43, achada morta em uma cachoeira na Casa Dom Inácio de Loyola, foi estuprada e assassinada a pedradas. O autor do crime é um jovem de 18 anos identificado como Rafael lima da Costa.
Ele confessou o crime e de forma fria e calculista detalhou como tudo aconteceu. Rafael sabia que o centro espiritual usado por João de Deus em seus atendimentos era bastante procurado por estrangeiros e decidiu rondar o local para achar uma vítima para roubar.
Na ocasião, Hitomi estava tomando banho na cachoeira da propriedade e foi atacada com um golpe de mata-leão que a fez desmaiar. Costa aproveitou para procurar objetos de valor, mas não encontrou nada. Ele observou a mulher por alguns instantes e decidiu arrancar o biquíni dela para estuprá-la.
Enquanto cometia o ato, Akamatsu acordou e começou a gritar, nesse momento ele pegou uma pedra e atingiu a cabeça dela. A mulher sofreu traumatismo craniano e morreu no local:
"As roupas dela têm indícios de sêmen, estamos aguardando resultado de exames. Ele falou que a intenção dele era realmente roubá-la, mas ela não tinha nada de valor. Acabou vendo ela de biquíni, deu o primeiro mata-leão [golpe de enforcamento] e ela desmaiou. Quando ela recobrou a consciência percebeu que estava sendo estuprada e começou a gritar. Foi quando ele decidiu matá-la", contou a delegada Isabella Lima em entrevista ao Uol.
Rafael fez uma cova rasa, pegou o corpo dela e enterrou cobrindo-o com pedras. A delegada estava que ele não demonstrou nenhum arrependimento e afirma essa não é a primeira vez que ele comete esse tipo de crime. Lima já tem outras duas passagens por estupro, ambas registradas quando ele ainda era menor de idade. Para ela, o acusado já tinha a intenção de estuprar a japonesa.
A mulher sobreviveu ao desastre nuclear de Fukushima e foi exposta a alto grau de radiação. Ela estava se tratando no centro e havia chegado há dois dias no local.

