A polícia cumpriu nesta quinta-feira (10) um mandado de busca e apreensão contra a irmã do policial militar preso pela morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A medida foi autorizada pela Justiça diante da suspeita de fraude processual, crime que consiste em alterar o local ou os vestígios de uma ocorrência para induzir a investigação ao erro.
Larissa, técnica em radiologia, foi encontrada morta com um disparo dentro de casa no domingo (6). O marido dela, soldado da Polícia Militar de 26 anos, disse aos investigadores que dormia no momento do tiro e que só percebeu o que havia acontecido depois de ouvir um barulho forte. A Justiça determinou a prisão dele na segunda-feira (7), e ele permanece detido após a audiência de custódia.
A irmã do policial já havia aparecido na apuração porque esteve na residência do casal no mesmo dia da morte e deixou o imóvel pouco antes do disparo. Em depoimento, ela contou que Larissa e o marido discutiam o fim do casamento. O material recolhido na operação deve passar por perícia e ajudar a esclarecer o que ocorreu na casa antes e depois do tiro.
A hipótese inicial de suicídio é questionada pela Polícia Civil, que trabalha com a possibilidade de assassinato. Além dos exames na arma, os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança, mensagens e áudios da vítima e novos depoimentos de testemunhas. Uma reconstituição da morte também está prevista para os próximos dias.



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