A polícia do Rio de Janeiro divulgou nesta quarta-feira (20) que a ordem de invasão a favela da Rocinha partiu de dentro do presídio de segurança máxima de Rondônia. O autor da ordem é um velho conhecido da justiça e ex-chefe da comunidade, o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, mais conhecido como “Nem”.
Segundo a PF, “Nem”estaria insatisfeito com as medidas adotadas pelo seu substituto Rogério Avelino da Silva, o “Rogério 157”. O novo mandante estaria explorando os moradores com cobranças de taxas de comércio, pedágio de mototaxistas e motoristas que atuam na comunidade, distribuição de sinais clandestinos de TV e internet, além de estar dominando a venda de gás de cozinha e água mineral no local.
Para resolver o problema, Nem decidiu limitar o poder de Rogério. Ele contratou 100 traficantes do Morro de São Carlos que armados com fuzis deveriam invadir a comunidade e ocupar um trecho dela. Mais de 70 mil moradores receberam o toque de recolher, mas o plano não deu certo e terminou em tiroteio entre a facção e a polícia, e a morte de quatro pessoas.
Segundo o site da Agência Brasil, por estar em um presídio de segurança máxima, com bloqueadores de celulares, detectores de metais e câmeras, as autoridades acreditam que Nem contou com a ajuda de alguém para passar o recado. Detentos nesse regime não tem contato com mundo exterior, mas podem receber visitas de advogados e familiares e Nem falou com todos estes nos dias que antecederam a invasão.

