O programa Ronda no Bairro avança em mais uma etapa de implantação, com a execução do projeto “Mobilização Social para Segurança Pública com Cidadania”, que visa identificar demandas sociais e ampliar a rede de serviços públicos do Estado nos bairros de Manaus. Para isso, a Secretaria de Estado de Articulação de Políticas Públicas aos Movimentos Sociais e Populares (Searp) já iniciou reuniões com comunidades em bairros da zona norte, onde o Ronda no Bairro terá início.
“O Governo do Estado vai reprimir o crime com a forte presença da polícia, mas também aumentar a oferta de serviços, pois os equipamentos públicos são fundamentais para a segurança. Por isso, vamos ouvir as necessidades da população de forma democrática para que ela aponte o que pode ser melhorado”, disse o secretário adjunto da Searp, Miguel Brandt, ao destacar a amplitude do programa Ronda no Bairro, criado pelo governador Omar Aziz.
Além de reforçar o policiamento, com base nas práticas de polícia comunitária, o Governo do Amazonas quer que o programa Ronda no Bairro tenha um alcance social ainda maior, incluindo áreas como educação e saúde, a partir do estreitamento do diálogo com as organizações comunitárias e movimentos sociais visando o bem estar da população.
Nas primeiras sondagens realizadas pela Searp em bairros da zona norte, as principais reivindicações feitas pelos movimentos sociais foram por melhorias na iluminação pública, criação de quadras desportivas e praças, realização de atividades recreativas e culturais, e a oferta de cursos gratuitos de capacitação nas áreas de informática, língua estrangeira, hidráulica e mecânica. Algumas dessas ações de governo já estão em curso e deverão ser estendidas a uma parcela maior da população.
As reuniões do projeto "Mobilização Social para Segurança Pública com Cidadania” começaram em setembro e já envolveram a participação de representantes de organizações com atuação na zona norte, como a Federação Comunitária do Amazonas (Fecoam), Associação dos Amigos da Zona Norte (Mazon) e Associação Amazonense de Mídias Audiovisuais (Amacine), entre outras entidades como sindicados, associações de moradores, clubes de mães e centros comunitários.
As reuniões ocorrem uma vez por semana. Nessa fase inicial, a Searp está mapeando os movimentos sociais, conhecendo suas áreas e objetivos de atuação e as principais reivindicações no sentido de melhorar a qualidade de vida e a segurança pública no bairro. “É qualificar a relação com os movimentos sociais através desse canal de diálogo permanente. O poder público estadual está presente no debate, ouvindo a população e interessado em solucionar os problemas ouvindo as pessoas”, frisou Brandt.
Devido ao projeto, a Searp foi convidada a ingressar no Fórum de Segurança Pública da Zona Norte, comandado por organizações sociais. “A compreensão da Searp é que ela deve atuar nesses fóruns para compreender a gênese da demanda para que possa auxiliar oferecendo, junto às instituições, uma cesta de propostas de políticas públicas”, afirmou Brandt.
Com as demandas levantadas pela população, a Searp vai acionar outras secretarias e órgãos ligados ao Governo Estadual para montar um plano de atuação para atender as necessidades apontadas. “Serão serviços na área de capacitação profissional, instalação de equipamentos de esporte e lazer, educação, saúde, questões ambientais, de posse de terra e iluminação pública”, adiantou o secretário.
