Operação conjunta da Polícia Federal, do Ibama e da Funai destruiu um garimpo que funcionava ilegalmente em terras dos índios Kaiapó, no Pará. A polícia destruiu a pista clandestina de 440 metros aberta no meio da mata, além de geradores de energia e dragas usadas para garimpar o rio. O garimpo existia há anos dentro da terra indígena, em uma área de 3.284 hectares que fica a 160 quilômetros de Redenção, ao sul do Pará. No local, vivem quase 3 mil índios, distribuídos em 14 aldeias.Aproximadamente 400 pessoas, entre elas mulheres e crianças, foram retiradas com ajuda de um helicóptero militar e levadas para cidades da região. As casas do acampamento foram queimadas. A polícia também recolheu amostras de água dos rios da região e levou para análise. Índios de 14 aldeias têm reclamado do aumento de doenças relacionadas ao contato com mercúrio. Se a água estiver contaminada, os índios podem ter que deixar a reserva.
“Após os resultados dos exames a Funai deverá, em conjunto com o Ibama, ver as providências que a gente vai tomar com relação a essa destruição que foi feita na área e essa ameaça à saúde dos índios”, diz o diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. A contaminação por mercúrio pode provocar graves lesões nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
A polícia estima que o garimpo pudesse faturar até R$ 3 milhões por mês. No total, 90 pessoas responderão a processo por extração ilegal.
“Após os resultados dos exames a Funai deverá, em conjunto com o Ibama, ver as providências que a gente vai tomar com relação a essa destruição que foi feita na área e essa ameaça à saúde dos índios”, diz o diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. A contaminação por mercúrio pode provocar graves lesões nos rins, fígado, aparelho digestivo e no sistema nervoso central.
A polícia estima que o garimpo pudesse faturar até R$ 3 milhões por mês. No total, 90 pessoas responderão a processo por extração ilegal.

