A polícia deu detalhes sobre o sequestro de um menino de 7 anos e de um jovem que ficaram reféns por mais de 16 horas na cidade de Belo Horizonte (MG), nessa quinta-feira (22).
Segundo as autoridades, Leandro Mendes, o sequestrador, usou uma faca e uma arma de airsoft para ameaçar e coagir as vítimas.
A major Layla Brunnela disse em entrevista coletiva que ao entrarem no imóvel após Leandro ser baleado na cabeça por atirador de elite, os agentes encontraram a arma na cintura dele e a arma com seis cartuchos de espoleta, um deles havia sido deflagrado.
Sobre o tiro em Leandro, a major afirmou que foi a única opção da polícia para resgatar as vítimas, já que Leandro estava ameaçando feri-las e ficou transtornado ao ter informações externas sobre a ex-esposa.
Com o risco iminente de ele ferir as vítimas, o disparo se fez necessário: “O processo de negociação não evoluiu, havia essa ameaça real, ele teve informações externas da ex-mulher que fez com que ele ficasse ainda mais nervoso e ameaçasse diretamente a vida desse menor. Nós utilizamos o sniper. A gente lamenta muito, não é o desfecho que a gente gostaria, mas foi o desfecho possível para salvar a vida desses reféns, da criança e do jovem de 23 anos", ressalta.
Leandro segue internado no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e segundo os médicos, o estado dele é muito grave. O homem era detento do regime semiaberto e já havia matado outra ex-companheira.
Na época do crime, ele invadiu a casa dela, a estrangulou com o sutiã e depois colocou um rato morto na boca dela.

