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Delegado conta detalhes da morte de borracheiro na manhã de Natal em Manaus

Delegado conta detalhes da morte de borracheiro na manhã de Natal em Manaus
Delegado conta detalhes da morte de borracheiro na manhã de Natal em Manaus

Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas prendeu o empresário Diogo Marcel Dill, suspeito de matar a facadas o borracheiro Sidney da Silva Pereira na manhã do dia 25 de dezembro, na Avenida Camapuã, zona norte de Manaus. A prisão temporária foi efetuada no domingo (28), após o investigado se apresentar à polícia, e é resultado das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Em coletiva, o delegado Adanor Porto afirmou que o crime teve grande repercussão e, até o momento, é tratado como homicídio qualificado. Segundo a polícia, a motivação inicial apontada é banal e fútil, relacionada a uma discussão entre vizinhos por perturbação do sossego, envolvendo som alto e conflitos que já vinham ocorrendo desde o dia anterior ao crime. No dia 24, Diogo teria ido até a casa da vítima para reclamar do barulho.

"Na manhã do Natal, o suspeito estava em frente ao próprio estabelecimento comercial quando passou a filmar uma discussão entre Sidney e o irmão dele, Hércules. Insatisfeito com a gravação, Sidney teria ido tirar satisfação com Diogo, momento em que ocorreu o ataque. A vítima foi atingida por golpes de faca em regiões letais, chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na noite do dia 25", disse Adanor Porto.

Durante depoimento, Diogo Dill confessou ter desferido as facadas, inicialmente alegando dois golpes, embora a polícia já trabalhe com a informação de que Sidney foi atingido quatro vezes. "O suspeito afirma que agiu em legítima defesa, alegando que a vítima teria tentado atacá-lo primeiro com uma faca. As investigações ainda estão em fase inicial e que não é possível, neste momento, confirmar a versão defensiva apresentada", completou o delegado.

As equipes da DEHS seguem em diligências para esclarecer pontos cruciais do caso, como o local exato onde ocorreram as facadas e a dinâmica completa do crime. A polícia também analisa imagens que circulam nas redes sociais e colhe depoimentos de familiares e testemunhas para confrontar as versões apresentadas.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa do empresário negou que o crime tenha sido motivado por futilidade ou intenção de matar. Os advogados sustentam que Diogo reagiu a uma agressão injusta, afirmando que Sidney estaria embriagado e teria invadido o estabelecimento comercial para confrontá-lo. Segundo a defesa, o conflito na vizinhança se arrastava desde o dia anterior, com som alto e fogos de artifício, e a polícia teria sido acionada diversas vezes sem solução definitiva.

Os representantes legais também destacaram que o empresário é natural do Rio Grande do Sul, não possui antecedentes criminais e é conhecido como uma pessoa respeitosa. Informaram ainda que ele faz tratamento para ansiedade e depressão, utilizando medicação controlada, que será entregue à delegacia durante o período de custódia.

A defesa aposta na divulgação de vídeos gravados momentos antes do crime para rebater a versão da família da vítima, que afirma que o ataque teria sido motivado por intolerância a um louvor gospel. Já os advogados do suspeito afirmam que a tragédia ocorreu de forma descontrolada, quando o empresário tentava apenas passar o Natal em paz com a família.

Diogo Dill permanece preso e deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29), quando a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será mantida.

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