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Defensoria pede exame sobre saúde mental de homem que ateou fogo em casa lotérica

Defensoria pede exame sobre saúde mental de homem que ateou fogo em casa lotérica
Defensoria pede exame sobre saúde mental de homem que ateou fogo em casa lotérica

Manaus/AM - A defensora pública Ellen Cristine Alves de Melo pediu, nesta segunda-feira (6), um exame sobre a saúde mental de Luis Domingo Siso, 62, que ateou fogo em uma casa lotérica no Centro de Manaus, causando a morte de três funcionárias do local. O caso aconteceu em agosto de 2022.

Segundo a defensora, o laudo assinado por um médico do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM I), em junho de 2023, não tem conclusão sobre o estado de saúde mental do acusado ao tempo em que cometeu o crime. 

O médico concluiu que o idoso “não apresenta transtorno mental ativo” e afirmou que Luís não se lembra do fato ocorrido na casa lotérica do Centro e nem de sua internação. “Esse esquecimento (Amnésia orgânica retrógrada) da prática do crime pode ser justificado pela agressão física sofrida após o fato. Sendo comprovado pelo resumo de alta médica do periciado após ter sofrido agressão física e inalar fumaça tóxica do incêndio”, diz um trecho do laudo. 

Com isso, a defensoria alega que o laudo não responde às questões feitas sobre o estado de saúde à época dos fatos. “Requer-se seja determinado o complemento do laudo para conste, de maneira expressa, se o acusado, no momento dos fatos (e não depois de ter inalado a fumaça e ter sido agredido por populares), tinha alguma doença mental ou se estava sob efeito de substâncias e se era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou se ele era inteiramente incapaz de se determinar-se de acordo com o entendimento deste caráter ilícito, ou, ainda, se essas capacidades eram diminuídas por algum motivo”, disse.

Em abril deste ano, o Ministério Público do Amazonas pediu a pronúncia do homem pelos crimes de homicídio com uso de fogo e impossibilidade de defesa das vítimas Carlos Henrique da Silva Pontes, de 50 anos, Henison Diego da Silva Mota, 33, e Stefani do Nascimento Lima, 23. Também o acusa de tentativa de homicídio contra Andrielen Mota de Assis, 35, a única sobrevivente.

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