Manaus/AM- O homem de 50 anos, preso por estuprar a neta da esposa, uma menina de apenas 6 anos, no município de Iranduba, costumava obrigar a vítima a assistir vídeos pornográficos.
O acusado atua como pastor de uma igreja evangélica no município e perante as pessoas, estava acima de qualquer suspeita.
Contudo, a vítima contou em escuta especializada, que o estuprador mostrava as imagens e avisava que iria fazer exatamente as mesmas coisas com ela, como explica o delegado Raul Neto.
“A menor residia durante os dois últimos anos com a avó e ela tinha um esposo que não era avô natural da criança, era padrasto da mãe da vítima e após o falecimento da avó, a criança voltou a morar com a mãe e ela passou a narrar o que o homem fazia quando estava sozinho com ela (...) ele botava a criança para assistir sites pornográficos, fazer posições sensuais e dizia que ia fazer aquilo com ela”.
Além disso, o ‘avô’ também costumava mostrar o órgão genital, tocava nas partes íntimas dela e encostava o pênis nela. O homem costumava cometer os abusos na cozinha da residência ou ainda no banheiro, quando afirmava que daria banho nela.
Conforme o delegado, a criança foi violentada dos 4 aos 6 anos, no período de 2022 a março de 2024, enquanto era criada pela avó que teria mais condições de criá-la, segundo a família.
Após a morte da idosa, a mãe levou a filha para morar com ela e no início deste ano, a vítima contando sobre os abusos e revelou que era ameaçada pelo homem.
“Ele ameaçava e falava que se ela contasse para alguém ele poderia fazer uma mal muito grande contra ela”, destaca o delegado.
A mãe procurou a polícia e denunciou o pastor, que foi preso nessa quarta-feira (29). Na delegacia, ele permaneceu em silêncio e se negou a responder os questionamentos do delegado.
“Quando perguntamos se ele cometeu o fato, ele baixou a cabeça e ficou em silêncio. Ele se dizia um pastor da Assembleia de Deus, ele foi preso e vai ficar à disposição da Justiça”.
Além da prisão, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do pastor. Um dos itens coletados pela equipe foi o celular do acusado, que passará por perícia em busca de mais provas.
O delegado Raul afirma que as investigações continuarão porque o pastor pode ter feito outras vítimas até mesmo dentro da igreja que liderava.
“O aparelho celular dele foi apreendido e nós vamos analisar para saber se há outros crimes praticados, outras vítimas ou se foi um caso isolado”.





