A investigação conduzida pela Polícia Civil sobre a chacina com sete mortos em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, apontou que uma única pessoa foi responsável pelos crimes. O autor foi identificado como Carlos Gabriel da Rosa, morador da região. Ele foi a oitava pessoa a ser encontrada morta, dentro de um córrego, horas depois dos múltiplos homicídios.
Segundo o G1 Rio Grande do Sul, a polícia informou que o homem consumiu cocaína na noite do crime. "Pessoas que o viram relataram que ele estava muito louco", diz a delegada Carolina Jacobs, responsável pelo caso.
O crime aconteceu na madrugada do dia 19 de junho. A polícia encontrou os corpos de sete pessoas em três diferentes pontos do bairro Parque Jari. Eram quatro mulheres e três homens. Logo após o início das investigações, a polícia já especulava que o crime tinha relação com algum conflito interno da facção que atua na região.
A investigação confirmou que Carlos era envolvido com atividades criminosas, com diversas passagens pela polícia. Ele teria agido em vingança pela morte de seu irmão, porque acreditava que havia sido ordenada por um traficante que está preso. "Ele quer atingir o líder para o qual ele sempre trabalhou, e de uma hora para outra ele entende que essa pessoa se voltou contra ele", diz a delegada.
Ainda de acordo com a investigação, uma ordem teria partido do detento para que a mulher de Carlos Gabriel deixasse a região, e para que o cunhado dele deixasse de namorar uma das vítimas, porque ela havia se relacionado com o traficante. "O que podemos dizer é que é uma passionalidade violenta dentro do tráfico", analisa o chefe de Polícia Civil, delegado Emerson Wendt.
Os policiais receberam um áudio gravado por Carlos Gabriel durante os ataques, em que ele alega a motivação para as mortes. "Mato e roubo por ele, mano! Quer matar minha mina ainda, chamar minha mina de vagabunda", diz ele no áudio.
A investigação ainda aguarda o resultado da perícia para determinar a causa da morte do autor, provável overdose ou afogamento, uma vez que ele não tinha marcas de tiros.
O autor das mortes levou 15 minutos para cometer os crimes e usou armas de calibres 38 e 9mm para executar as vítimas. No entanto essas armas não foram localizadas pela polícia. Isso porque familiares do traficante que estava preso estiveram no local antes da chegada da polícia.

