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Manejo do pirarucu apresenta resultados positivos no Amazonas

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Técnicos do  Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) estiveram em Carauari para verificar os primeiros resultados de dois projetos de manejo de pirarucu em lago licenciados pelo Instituto em outubro do ano passado. Os dois projetos movimentaram mais de R$80 mil para as comunidades envolvidas, beneficiando mais de 60 famílias.

 

As informações são do analista ambiental e engenheiro de pesca do Ipaam, Renato Carlos Soares e Silva, que participou, no período de 26 a 28 de março, do Seminário do Comércio Ribeirinho e Solidário, promovido pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), na comunidade São Raimundo, a 30 horas de barco da sede do município, quando teve a oportunidade de também conferir os dois projetos de manejo.

 

Os projetos de manejo de pirarucus estão sendo executados nos lagos Manarian e Marai Grande, No lago Manarian, a atividade beneficia a comunidade São Raimundo, entre a Reserva Extrativista (Resex) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Carauari, No lago Marari Grande, mobiliza a comunidade Xibauazinho.

 

Segundo o analista, juntos os dois projetos capturaram 249 pirarucus adultos, gerando mais de R$80 mil e beneficiando mais de 60 famílias diretamente nas comunidades envolvidas e, indiretamente, comerciantes e o próprio município onde foram vendidos os produtos.

 

“O manejo de Lagos é uma segurança para o ribeirinho desenvolver um trabalho legalizado e ter uma renda. Além disso, com o manejo, eles fazem o trabalho de preservação que beneficia o local onde vivem e toda a biodiversidade do Amazonas”, afirmou Renato Silva,

 

A legalização ambiental dos projetos de manejo insere-se no trabalho desenvolvido pela Asproc junto aos produtores rurais de Carauari, voltado para 55 comunidades e que vem alcaçando 435 famílias e beneficiando 2.269 pessoas em todo o município.

 

Durante o Seminário da Asproc que reuniu mais de 350 produtores rurais, foi realizada uma assembléia geral da Associação na qual os associados deliberaram pela expansão do manejo de pirarucus para mais sete lagos, sendo em três lagos da RDS Carauari e 2 lagos da Resex Carauari, para serem licenciados pelo Ipaam ainda este ano por meio da Asproc, aos moldes das duas experiências bem sucedidas.

 

“Eles ficaram muito felizes com a presença do Ipaam. Eles estão fazendo um trabalho fantástico que me deixou impressionado. As comunidades são muito pobres e distantes e nessas duas comunidades o manejo de pirarucu está fazendo grande diferença. E eles ainda podem ter o apoio da Asproc no beneficiamento do produto para agregar valor, conforme sugerimos”, comentou Renato Silva.

 

O Ipaam se comprometeu junto aos produtores do município a intensificar a fiscalização na época de vazante dos rios, nos meses de julho, agosto e setembro, quando aumenta a pesca ilegal e predatória.

 

Defeso -  Na oportunidade do contato com os pescadores de Carauari e com os produtores em geral, o analista do Ipaam aproveitou para explicar sobre o Defeso, após ter observado certa desinformação sobre o assunto. O Defeso, período de proibição da pesca para a reprodução das espécies mais comercializadas, terminou agora em março. No dia 15, matrinxã, pirapitinga, sardinha, pacu, aruanã e mapará saíram do Defeso e, no dia 31, foi a vez do Tambaqui. O pirarucu tem a pesca proibida o ano todo, execeto em projetos de manejo ou oriundos de produção em cativeiro.
 

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