Caminhos de ódio

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22/09/2012 23h45 — em Editorial

O clima eleitoral ficou ainda mais tenso  com o assassinato de um dos coordenadores da campanha do senador Artur Neto. E pode piorar nas próximas horas. Embora os casos não tenham relação - na sexta-feira a mulher de Artur, Goreth Garcia, foi alvo de ofensas e palavrões de supostos militantes da candidata Vanessa Grazziotin, quando participava de uma reunião do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus. Antes, houve o incidente do ovo ou do cuspe na senadora Vanessa. Há pequenos "incêndios"por toda parte e muita gente ateando fogo  numa campanha onde o argumento,a  tese ou as propostas cederam lugar a ataques pessoais.

 
O risco de relacionar o assassinato do coordenador a questão eleitoral è jogar gasolina num ambiente já contaminado pelo ódio, pela intolerância, pela falta de limites que nem a Justiça Eleitoral está conseguindo  conter.

Chegou a hora de um armstício. Artur e Vanessa, que já  estiveram do mesmo lado em algum momento em que o  País lutava contra a escuridão,  precisam olhar para o presente que ajudaram a construir. E apostar num futuro sem ódios. Manaus quer esse compromisso de cada um deles.
 

Raimundo Holanda
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