O Rio Grande do Norte registrou a maior queda na taxa de desemprego entre os 27 estados brasileiros no segundo trimestre de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação no estado recuou 1,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e chegou a 5,6%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.
Apesar da melhora, o Rio Grande do Norte segue com taxa de desemprego acima da média nacional, que ficou em 5,4% no período, queda de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior. No país, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas, e o rendimento médio real dos trabalhadores ficou praticamente estável, em R$ 3.738.
A pesquisa do IBGE também mostrou desigualdade entre grupos: a taxa de desemprego entre mulheres foi de 6,4%, contra 4,6% entre os homens, e entre trabalhadores pretos chegou a 6,9%, ante 4,2% entre os brancos no país. Ainda segundo o levantamento, cerca de 1,06 milhão de pessoas em todo o Brasil buscavam trabalho havia dois anos ou mais, o menor contingente da série histórica.
Levantamentos locais apontam, no entanto, que o ritmo de criação de empregos formais no Rio Grande do Norte perdeu força ao longo de 2026, o que indica que a melhora captada pela pesquisa domiciliar do IBGE não se refletiu integralmente no mercado de trabalho com carteira assinada no estado.




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