Completam-se neste domingo (30) 151 anos do chamado Motim das Mulheres, revolta popular ocorrida em 30 de agosto de 1875 na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, quando cerca de 300 mulheres se armaram com pedras e pedaços de pau para impedir o recrutamento forçado de seus maridos e parentes para a Guerra do Paraguai.
Segundo relatos históricos, o grupo, liderado por Ana Floriano, cercou o escrivão de paz responsável pelo alistamento militar, manteve-o refém e destruiu publicamente, na praça da cidade, os documentos que listavam os nomes dos homens convocados para o front.
O episódio é lembrado como um dos primeiros registros de resistência coletiva feminina organizada na história do Brasil, décadas antes de movimentos sufragistas ganharem força no país, e segue citado em estudos sobre a participação de mulheres em conflitos e mobilizações populares do período imperial.
A data é celebrada até hoje em Mossoró como símbolo de resistência popular contra o recrutamento forçado que marcou o Rio Grande do Norte durante a Guerra do Paraguai, travada pelo Brasil entre 1864 e 1870.



Aviso