"Estou orgulhoso de todos que me encontrei, todos de quem eu apertei a mão, todos com quem me conectei e expressei meu apoio", afirmou o presidente. Um comunicado divulgado mais cedo pelo gabinete de Zelensky descreveu a visita como uma viagem de trabalho durante a qual ele se reuniu com tropas e forças policiais. Ele também esteve na cidade de Zaporizhzhia onde se encontrou com refugiados ucranianos que tiveram de deixar a cidade de Mariupol, tomada pelos russos.
Oleksandr Starukh, que lidera a Administração Militar Regional de Zaporizhzhia, disse que quase 60% do território da área está "temporariamente ocupado por tropas russas, e os combates estão em andamento em algumas partes", segundo gabinete de Zelensky.
Os combates cortaram a eletricidade de 77 assentamentos na região, segundo Starukh, que observou que 2,7 mil instalações de infraestrutura foram destruídas, mas 700 foram reconstruídas.
O gabinete de Zelensky disse ter recebido relatos de que forças russas em partes de Kherson e Zaporizhzhia começaram a distribuir passaportes russos para residentes e que uma administração apoiada por Moscou que ocupa Zaporizhzhia assinou um decreto para "nacionalizar" propriedades pertencentes ao governo ucraniano.
Ataque à capital
A capital ucraniana voltou a ser atacada neste domingo, 5, pouco mais de um mês após a retirada das tropas da Rússia que cercavam a cidade. O bombardeio foi coordenado com novas ameaças do presidente russo, Vladimir Putin, que prometeu estender a guerra e atingir novos alvos caso a Ucrânia receba armas de longo alcance do Ocidente.
Os ataques deste domingo acabaram com a sensação de segurança readquirida pelos moradores de Kiev, que vivia uma relativa tranquilidade nas últimas cinco semanas - desde que Putin ordenou a retirada de suas tropas do norte da Ucrânia para concentrar forças na região de Donbas, no leste do país. (Com agências internacionais).



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