SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Reeleito por ampla maioria nas eleições deste domingo (3), o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, chamou o presidente ucraniano Volodimir Zelenski de adversário em seu discurso de vitória.
No pronunciamento de dez minutos, Orbán se declarou vencedor e disse que enfrentou oponentes poderosos.
"Essa vitória será lembrada pelo resto de nossas vidas porque tanta gente conspirou contra nós. A esquerda em casa, a esquerda internacional, os burocratas de Bruxelas, o império de [George] Soros com todo o seu dinheiro, a grande mídia internacional e, no fim, até o presidente ucraniano. Nunca tivemos tantos adversários ao mesmo tempo", disse.
Próximo ao presidente russo Vladimir Putin, Orbán ficou em uma saia-justa no conflito entre Moscou e Kiev, já que a Hungria é membro da União Europeia e da Otan (aliança militar ocidental). Seu governo condenou a invasão à Ucrânia e aprovou, junto com outros integrantes da UE, sanções duras contra a economia russa, mas ele não aceita que essas sanções sejam aplicadas às importações de petróleo e gás russos das quais seu país depende amplamente.
Zelenski criticou a ambiguidade de Orbán várias vezes ao longo do conflito.



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