A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, aprovou nesta segunda-feira (30) um programa de trabalho de 1,5 bilhão de euros no âmbito do Programa da Indústria Europeia de Defesa (EDIP, na sigla em inglês), com foco em ampliar a capacidade produtiva, modernizar o setor e reforçar a cooperação com a Ucrânia.
Em comunicado, o bloco afirma que a iniciativa busca enfrentar "desafios urgentes" na segurança europeia ao impulsionar a produção industrial, fortalecer compras conjuntas e desenvolver projetos de interesse comum no bloco.
Do total, mais de 700 milhões de euros serão destinados ao aumento da produção de componentes e equipamentos-chave, como sistemas antidrones, mísseis e munições. Desse montante, 260 milhões de euros virão do instrumento de apoio à Ucrânia (USI, na sigla em inglês), voltado à reconstrução e modernização da base industrial de defesa ucraniana, com projetos colaborativos entre Kiev e países europeus.
Outros 325 milhões de euros financiarão Projetos Europeus de Interesse Comum (EDPCI, na sigla em inglês), voltados ao desenvolvimento industrial conjunto, com participação aberta também à Noruega e à própria Ucrânia.
Para reduzir a fragmentação e aumentar a eficiência, o bloco reservará 240 milhões de euros para compras conjuntas de equipamentos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e antimísseis, além de capacidades terrestres e navais. Consórcios poderão acessar até 20 milhões de euros por projeto.
O pacote também prevê 100 milhões de euros em apoio a startups e pequenas e médias empresas por meio do fundo FAST, além de 35,3 milhões de euros adicionais para inovação via iniciativa BraveTech EU, com foco em soluções para demandas imediatas das forças ucranianas e no aumento da competitividade europeia.
As primeiras chamadas de propostas serão disponibilizadas no portal de financiamento da UE a partir desta terça-feira, dia 31.


