"Segundo as informações que temos, quase 600 pessoas estão retidas em porões especialmente habilitados, em câmaras de tortura, na região de Kherson", disse Tamila Tacheva, representante do presidente ucraniano para a Crimeia, a península ucraniana limítrofe com Kherson que foi anexada por Moscou em 2014.
A representante afirmou que se trata principalmente de jornalistas e ativistas que organizaram manifestações a favor da Ucrânia em Kherson e sua região. "Estão detidos em condições desumanas e estão sendo torturados", acusou Tacheva, sem fornecer detalhes.
Alguns dos ucranianos detidos na região de Kherson - civis, mas também prisioneiros de guerra - foram enviados posteriormente a prisões na Crimeia, disse a mesma fonte.
Segundo o jornal britânico The Guardian , ainda não há uma confirmação independente sobre as alegações.
Kherson tinha mais de 1 milhão de habitantes antes da invasão russa em 24 de fevereiro. Já no início da guerra, as tropas russas assumiram o controle de toda a região de Kherson e grande parte da região de Zaporizhzhia, ambas no sul.
Autoridades russas e seus nomeados locais falaram sobre planos para essas regiões declararem sua independência ou serem incorporadas à Rússia.
Mas no que pode ser o mais recente caso de sabotagem anti-Rússia na Ucrânia, a mídia estatal russa disse nesta terça-feira que uma explosão em um café na cidade de Kherson feriu quatro pessoas.
A agência estatal Tass chamou a explosão na cidade ocupada de "ato terrorista". COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS




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